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Perigo Imediato Nos próximos dias, os Deputados Federais Carlos Melles, Odair Cunha e Fernando Gabeira, irão apresentar à Comissão de Meio Ambiente um Projeto de Lei, propondo a exclusão de 48.000 hectares da área do Parque Nacional da Serra da Canastra. O principal argumento dos deputados está em um estudo conduzido pelo movimento intitulado "Frente Popular em Defesa da Serra da Canastra", como resposta a um acordo realizado entre os deputados, a Casa Civil e lideranças regionais, para que fossem levantadas as "áreas agricultáveis" e densamente povoadas dentro dos limites do parque. Segundo carta de André Picardi, enviada no último dia 26 de junho, Secretário Municipal de Meio Ambiente, de São Roque de Minas, ao Deputado Carlos Meles, os dados obtidos nesse levantamento mostram que a área a ser retirada do parque é de grande valor agricultável, e embasam um projeto de lei para a diminuição da área do parque. Além disso, a carta cita ainda que nessa mesma área, tão importante para a agricultura da região, foram levantadas áreas de exploração de quartzito e diamante, ou seja, com a redução da área do Parque Nacional da Serra da Canastra, seriam mortos dois coelhos com uma só cajadada. Ainda no dia 26 de junho, os deputados e suas respectivas acessorias parlamentares reuniram-se para definir qual a melhor maneira para apresentar o projeto de redução, definindo a apresentação em três Projetos de Lei: Primeiro: Redução de 48.000 hectares da área total do Parque Nacional da Serra da Canastra; Na teoria, a estratégia é sem dúvida inteligente e muito política, pois com a apresentação desses projetos, os deputados não só saem como heróis sociais, como também podem levantar a bandeira de estar lutando em prol da natureza. Na prática, o Brasil corre o risco imediato de perder uma das suas mais importantes áreas biológicas, e patrimônio inestimável da nação, e que jamais poderá ser recuperado, pois por trás da bandeira do desenvolvimento local, e do "aproveitamento" de áreas agricultáveis, estão como sempre, os interesses escusos de poucos e a exploração indevida dos recursos insubstituíveis para a nação brasileira. Não podemos deixar que isso aconteça! |
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