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Parque Nacional dos Campos Amazônicos
05/10/2009 14:36:30

O Parque Nacional dos Campos Amazônicos, criado pelo Decreto Federal s/n de 21 de junho de 2006, com área de aproximadamente 873.500 hectares, está situado na fronteira dos Estados do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso, em pleno arco do desmatamento e entre duas estradas que facilitam a ocupação humana na região (BR-230 – Rodovia Transamazônica e MT-206), além de ser cortado por uma terceira, a Estrada do Estanho, que fragmenta a unidade em três blocos devido a exclusão de 5 km de cada lado da estrada de seus limites.

Como o próprio nome diz, o PN Campos Amazônicos protege parte de um dos maiores enclaves de cerrado na Amazônia, vegetação relíquia, amostra de um passado frio e seco em que quase toda a Amazônia era coberta por essa vegetação e que foi tomada pela floresta com o aquecimento e aumento da umidade da região. Sobraram poucas amostras, em solos mais pobres, e isoladas a milhares de anos do Cerrado do Brasil Central, com flora semelhante e espécies características de cerrado, como veado-campeiro (Ozotocerus bezoarticus) visto facilmente pelos campos da UC, e o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), cuja população pode estar em declínio e que apresenta registros cada vez mais raros. Região propícia para a descoberta de novas espécies e para ocorrência de endêmismos, o que torna o Parque um grande potencial para pesquisas.

Além das áreas de campos, cerrados e campinaranas, o Parque também protege amostras das Florestas Ombrófila Aberta e Densa, características desta região da Amazônia e parte de grandes rios, como o Machado e o Roosevelt. O Parque Nacional dos Campos Amazônicos também integra o Mosaico da Amazônia Meridional, conjunto de UCs Federais e Estaduais do Amazonas e Mato Grosso que juntas somam mais de 7 milhões de hectares de áreas protegidas, e que tem como principal objetivo atuar como barreira contra o avanço d





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Parque Nacional do Pantanal Matogrossense
02/10/2009 14:45:56

Patrimônio da Humanidade

            O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, encontra-se localizado a montante da confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, os dois principais formadores do Pantanal*. Esta UC de proteção integral, com área de 135.000 ha e perímetro de 260 km, foi criada por meio do Decreto no 86.392, de 24 de setembro de 1981. Situado no Município de Poconé, extremo sudoeste do Estado de Mato Grosso, o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense tem regularização fundiária completa e compreende uma região de abrangência, que engloba os municípios de Poconé e Cáceres, no estado de Mato Grosso; e Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul. A planície fluviolacustre onde está situado o Parque Nacional do Pantanal é formada por lagoas de dimensões diversas, sendo as mais expressivas as de Uberaba e Gaíva, localizadas na faixa de fronteira Brasil/Bolívia e tem como um de seus limites o Rio Paraguai. Esta situação ambiental faz com que a área do parque e sua zona de amortecimento sejam consideradas como de extrema vulnerabilidade. Quanto à conexão com áreas protegidas fronteiriças, o Parque Nacional do Pantanal estabelece ligação com a Área Natural de Manejo Integrado San Matias localizada em território boliviano, através das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Acurizal e Penha, as quais se situam na fronteira brasileira, e que, juntamente com o Parque Nacional do Pantanal e o Parque Estadual do Guirá, formam um importante Mosaico de Áreas Protegidas. Devido a sua exuberante beleza cênica e importância para a conservação da biodiversidade pantaneira, o complexo de áreas protegidas que compreende o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense e as Reservas Particulares (RPPNs), na sua fronteira, foi reconhecido e declarado oficialmente pela UNESCO, em 2000, como Sítio do Patrimônio Natural Mundial  – Patrimônio da Humanidade.  Outro t





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Parque Nacional de Superagui
29/09/2009 14:45:33

O Parque Nacional do Superagüi, localizado no litoral norte do Paraná, Município de Guaraqueçaba, no maior e melhor preservado trecho de mata atlântica, possui aproximadamente 34.000 hectares e foi criado em 25 de abril de 1989.

Mesmo com 5 anos de trabalho frente ao Parque Nacional do Jaú, na Amazônia Central, fiquei surpreso ao perceber a paisagem do lagamar, seus canais, baías, manguezais, praias e montanhas, ao ponto de passar a chamá-la de Amazônia do Sul, um pouco também em função do contexto do transporte e acesso locais, quase que exclusivamente realizado embarcado. Impressionam também a beleza e a harmonia do “jardim” da mata atlântica, a florada da restinga e quantidade e a variedade de bromélias.

A área da unidade contempla a quase a totalidade do espaço de ocorrência do mico-leão-da-cara-preta, que na minha opinião é um dos primatas mais bonitos do mundo. Opinião prejudicada pelo fato de ser uma espécie ainda pouco fotografada e conhecida.

O parque coleciona títulos tais como: Sitio de Patrimônio Natural pela UNESCO e Reserva da Biosfera. A área possui visitação apesar de não ter ainda seu plano de manejo. Nesse sentido. as comunidades insulares maiores contam com pousadas administradas exclusivamente pela população local. E além dos atrativos naturais, pequenas igrejas históricas, o fandango e a cultura local são muito importantes para o turismo.

A UC possui uma grande vocação e potencialidade para o desenvolvimento de pesquisas. E apesar das parcerias do ICMBio, com a Universidade Federal do Paraná, CEM, Ipê, SPVS, entre outras, ainda apresenta grandes lacunas de conhecimento.

É claro, que muitos conflitos se apresentam no dia-a-dia dos gestores do parque. Afinal existe uma população, na maior parte pescadores artesanais, vivendo dentro ou no entorno imediato do parque. Os comunitários possuem grande resistência e descrédito em relação aos órgãos ambientais e às O





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Direto do VI Cbuc
21/09/2009 23:21:19

Esta ocorrendo neste momento em Curitiba o VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. O evento que reúne especialistas de todo o Brasil e de várias partes do mundo já é referencia nas discussões sobre as áreas naturais protegidas e consiste num dos mais importantes fóruns de debates sobre o tema. A Rede Nacional Pró Unidades de Conservação que tradicionalmente apóia o evento, participa nesta edição com a campanha Solte o Verbo pelas Unidades de Conservação do Brasil. O espaço da Rede no congresso é sempre muito movimentado com as mais diversas personalidades da conservação expressando sua opinião e defendendo nossas unidades de conservação. Acompanhe alguns depoimentos:

Almirante Ibsen de Gusmão Câmara – Presidente da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação

“...Nesse congresso, q ue foca principalmente em mudanças climáticas, gostaria de chamar a atenção de que essas mudanças que são inevitáveis, vão trazer sérias conseqüências para as unidades de conservação, isso é uma razão a mais para que defendamos as UCs, e na medida do possível resguardar o que resta das outras formas de vida.”

Reuber Brandão – Professor de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília.

“...Defender, implantar e proteger unidades de conservação é a melhor forma de responsabilidade social e de compromisso futuro que um governo pode ter.”

Maria Tereza Jorge Pádua – Conservacionista

“...O que tem me impressionado nas conferencias de mudanças climáticas e reflexos na conservação da biodiversidade é que todo grande cientista aponta que uma das soluções em relação a mudanças climáticas e conservação da biodiversidade é estabelecer o máximo possível de áreas protegidas, de unidades de conservação.”

Fernando Fernandez – Professor da Universidade Fede





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Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros
21/09/2009 23:20:37

Criado em 1961, originalmente com 600.000 hectares o Parque era denominado Parque Nacional do Tocantins. Posteriormente em 1972 e 1981, devido a pressões políticas e econômicas, o Parque sofreu reduções, atingindo hoje cerca de 65.000 hectares, pouco mais que 10% de sua área original.

O PNCV (Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros) está situado na região do nordeste goiano, a cerca de 250 km de Brasília. Região esta reconhecidamente como a região mais pobre do estado de Goiás do ponto de vista desenvolvimentista e econômico. No entanto, se situa em uma área de extremo valor para a conservação do bioma cerrado, em especial os chamados cerrados de altitude. A região de abrangência do Parque é a região de maior altitude no estado de Goiás, variando entre as cotas 1000 e 1700.

Os municípios abrangidos pelo Parque são Alto Paraíso de Goiás e Cavalcante, sendo que sua zona de amortecimento abrange ainda Teresina de Goiás e Colinas do Sul.

Atualmente o local de acesso à área aberta a visitação está situado na vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso de Goiás. A área visitada compreende menos de 1% da área total do parque.

Após a recente aprovação do Plano de Manejo da unidade, alguns programas de implementação ao turismo começam a tomar um escopo diferenciado, no sentido de proporcionar uma maior diversidade de passeios no interior da UC e favorecer diferentes públicos que possam vir a usufluir das belezas naturais do Parque Nacional e a partir disto se apoderarem da importância em se conservar ambiente tão singular.

É importante pensarmos em associar estas novas opções de uso público a uma maior proteção da área como um todo, minimizando os usos indevidos que ainda ocorrem naquela região.

Podemos citar como maiores problemas o uso indiscriminado e irresponsável do fogo, a prática da caça e o pastoreio por espécies exóticas, em especial os bovinos, em algumas regiões do interior da Unid





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Parque Nacional da Serra da Bodoquena
21/09/2009 23:19:42

O Parque Nacional da Serra da Bodoquena, primeira Unidade de Conservação de Proteção Integral de Mato Grosso do Sul, com seus mais de 76 mil ha abrangendo parte dos municípios de Bodoquena, Bonito, Porto Murtinho e Jardim, se consituti em uma área de grande importância para a proteção e o conhecimento não só da floresta estacional, rios e paisagens da região, mas de toda sua biodiversidade.

Nesta segunda-feira, dia 21 de setembro, o Parque Nacional da Serra da Bodoquena completa 9 anos de criação. E se na data de seu aniversário a equipe não parar para comemorar, não será por falta de motivos, mas sim porque o momento que a UC vive é de muitos outros acontecimentos importantes e que precisam de toda nossa atenção.

Contribuiram para esses acontecimentos:

  1. o trabalho não só dos funcionários que hoje estão na UC, mas em grande parte também daqueles que ainda este ano seguiram outros rumos;
  2. as mudanças ocorridas nos dois últimos anos com a criação do ICMBio, que têm permitido uma maior dedicação do órgão às UCs, além de decisões importantes como a nova instrução normativa sobre a indenização das propriedades no interior das UCs;
  3. a participação no Projeto de Capacitação em Gestão Participativa de Unidades de Conservação da Região Sul e Mato Grosso do Sul desde 2007, que tem motivado, encorajado e municiado de diversas formas a UC, levando à retomada dos trabalhos de formação de seu Conselho Consultivo, sendo que no próximo dia 20 de outubro em Bonito será realizada uma grande reunião com representantes importantes na gestão da UC;
  4. a regulamentação no estado de Mato Grosso do Sul sobre a comprovação, regularização e compensação de reserva legal, o que tem se mostrado uma potencial solução para a regularização fundiária da UC; proprietários de áreas com falta de reserva legal poderão comprar áreas dentro da UC ainda n




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Aparados da Serra
21/09/2009 23:18:05

Parque Nacional de Aparados da Serra tem um grande potencial para o eco turismo. E quando falam em Aparados também falam no Parque Nacional da Serra Geral. Ambos contemplam a visualização de cânions, trilhas e no futuro, dependendo da ação do ICMBio, as travessias. Algumas trilhas já estão abertas, mas a grande atração é a travessia Rio Grande do Sul - Santa Catarina.

Existe uma expectativa de que estes parques sejam um grande pólo de eco turismo, mas isto só vai acontecer depois de resolver um grande problema que é a questão fundiária. Ainda existem áreas ocupadas por Gado, que embora não causem impactos de incêndio, causam um grande impacto na regeneração das matas de araucária. O que pode comprometer o futuro deste ecossistema.Isso, mais o plantio de Pinus na região dos campos de cima da serra e o plantio de lavouras causam impacto no entorno da unidade, com conseqüências diretas na UC, como o dreno indo para dentro do parque.

Outro ponto é a discussão na câmara de conciliação da AGU contra o INCRA por conta do território quilombolas na área dos parques, sendo que a área de sobreposição é de 2600 há. E a grande discussão, é que mesmo sendo declarada como área de quilombo, ela ainda tem restrições por ser área de proteção permanente (APP). Para o futuro a perspectiva é trabalhar na regularização, e com isso tem todo uma gama de ações de uso público para serem implementadas beneficiando toda a comunidade de entorno.





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