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O Conflito A soma desses interesses contrários - diamante, quartzito e proprietários rurais não indenizados - gerou um ambiente propício ao surgimento e à evolução de forte movimento para alteração drástica dos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra. As pressões políticas culminaram com a formação de um grupo de trabalho (GT), instituído pelo Presidente da República no âmbito da Casa Civil, em janeiro de 2006, para promover estudos sobre a legislação e as medidas administrativas que criaram e visaram consolidar o Parque Nacional da Serra da Canastra, além de identificar a fonte dos conflitos relativos ao uso do território e propor as medidas legais e administrativas necessárias à eventual revisão dos limites do Parque Nacional, bem como proporcionar a segurança institucional para a sua proteção. O relatório final do GT apontou quatro grupos de problemas distintos cuja solução precisaria ser equacionada:
Não obstante, por mais que a questão fosse discutida e as soluções apontadas, as exigências e pressões para redelimitação do Parque continuaram e nos próximos dias passa a tramitar, agora no plenário da Câmara de Deputados, um Projeto de Lei (PL 1448/2007), de autoria do deputado federal Carlos Melles, propondo a exclusão de 48.000 hectares da área do Parque Nacional da Serra da Canastra. Segundo a proposta, o Parque seria reduzido em 25%, e passaria a compor o que está sendo chamado de "mosaico de unidades de conservação", de acordo com três alterações:
Na prática, todas as opções levam ao risco imediato de ser perdida uma das mais importantes áreas biológicas e um patrimônio inestimável do Brasil, que jamais poderá ser recuperado. |
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