Apoiar os Parques Nacionais e as demais categorias de unidades de conservação é crucial para a conservação da herança natural do país e do mundo. No Brasil, embora a proposição de criação dos primeiros Parques Nacionais brasileiros tenha sido feita por André Rebouças em 1876, nosso primeiro Parque, o Itatiaia, só foi criado em 1937. Além das unidades de conservação já criadas estarem em quantidade aquém da necessária à proteção da rica biodiversidade brasileira, a maioria delas não está implementada em campo devido, principalmente, à elevada carência de pessoal para o planejamento, manejo e proteção e à falta de infraestrutura e equipamentos.
Considera-se ainda como um dos fatores limitantes mais importantes a falta de conhecimento nacional e de discussões sérias sobre as experiências na área. Um bom exemplo é o fato de somente sessenta anos após a criação do primeiro parque nacional, termos realizado nosso primeiro Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, fato já tido como um marco histórico no processo de produção e discussão técnico-científica sobre no assunto. O referido evento foi realizado na cidade de Curitiba (PR), no ano de 1997, com a participação de aproximadamente 600 pessoas, dentre especialistas, técnicos, estudantes e interessados no tema. Em seus anais estão publicadas 15 conferências, 18 palestras e 73 trabalhos técnico-científicos.
Em setembro de 2002, Fortaleza (CE) sedia o III Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, que teve participação recorde de quase 1.300 congressistas. Em seus anais, encontram-se 81 trabalhos técnicos e 19 conferências e palestras apresentadas durante o evento. Merece destaque, além do público, a participação de 200 profissionais do IBAMA (entre eles a quase totalidade dos chefes das unidades de conservação federais) e a presença de 30 Procuradores da República durante todos os dias do evento. Entre os palestrantes, estiveram nomes consagrados na discussão sobre conservação da natureza como Kent Redford, da Wildlife Conservation Society (EUA); Pedro Ubiratan Escorel, Procurador do Estado de São Paulo; Patrick Tierney, da Universidade de São Francisco (EUA); Glenn Haas, da Universidade de Colorado (EUA) e Alceo Magnanini, do Instituto Estadual de Florestas (RJ).