FOM Palmas - Foto: Alexandre Lorenzetto

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SAIBA TUDO SOBRE AS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PROPOSTAS PELO MMA NO PARANÁ


Com a meta de garantir a proteção dos últimos remanescentes da Floresta com Araucária e dos campos naturais, o Ministério do Meio Ambiente editou, em dezembro de 2002, as Portarias 507 e 508, definindo áreas prioritárias para criação de novas unidades de conservação nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Em março de 2003, a Ministra do Meio Ambiente criou o Grupo de Trabalho Araucárias Sul, com o objetivo de discutir amplamente a conservação dos últimos remanescentes da Floresta com Araucárias. A partir das prioridades definidas pelo GT Araucária, o Núcleo Mata Atlântica e a Diretoria Nacional de Áreas Protegidas, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, e a Diretoria de Áreas Protegidas do Ibama constituíram a Força Tarefa das Araucárias, com o objetivo de realizar os estudos necessários para definir as áreas para criação de novas unidades de conservação.

Integraram a Força Tarefa representantes de órgão de meio ambiente dos três níveis de governo, e especialistas de instituições públicas e ONGs de diferentes áreas de conhecimento. Ao todo, participaram das etapas de campo 40 técnicos de 16 instituições, que percorreram mais de 41.000 quilômetros nos Estados do Paraná e Santa Catarina. Os estudos, desenvolvidos a partir de novembro de 2003, apontaram a necessidade de criação imediata de unidades de conservação federais de proteção integral.

Critérios utilizados para a definição das unidades de conservação:
  1. Incluir o máximo possível de áreas com cobertura florestal original (matas nativas) e campos naturais ainda preservados;
  2. Manter a integridade dos fragmentos florestais e dos campos associados;
  3. Excluir dos limites das novas unidades, sempre que possível, residências e atividades agropecuárias;
  4. Incluir nascentes que abastecem os rios da região do entorno
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PROPOSTAS

 UNIDADE DE CONSERVAÇÃO
ÁREA
 Parque Nacional dos Campos Gerais*
22.400 ha
 Reserva Biológica das Araucárias*
16.400 ha
 Reserva Biológica das Perobas*
10.800 ha
 Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi**
31.698 ha
 Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas**
16.445 ha
 TOTAL DE ÁREA PROTEGIDA
97.743 ha
(*) Unidades de conservação de proteção integral de posse e domínio públicos

(**) Unidade de conservação que pode ser constituída por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários.

->> Clique nos nomes para ver imagem de satélite.
A área total das unidades de conservação propostas correspondem a 0,94% da área original dos ecossistemas Floresta com Araucária e Campos Naturais no Paraná que, originalmente, somavam 10.300.000 ha.


PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS

Paisagem típica da associação entre a Floresta com Araucárias e os campos naturais, de grande beleza cênica. Combina uma área expressiva da floresta com os últimos remanescentes de campos. Abriga sítios arqueológicos importantes e formações geológicas singulares. Guarda a memória do tropeirismo, período importante da história regional. Protege nascentes de rios importantes como o Tibagi e o Ribeira. Oferece a possibilidade de conexão com unidades de conservação já existentes na região, como o Parque Estadual de Vila Velha e a APA da Escarpa Devoniana.


DISTRIBUIÇÃO DO PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS

 MUNICÍPIO
ÁREA DO MUNICÍPIO
(ha)
ÁREA NA UC
(ha)
% NA UC
% NO MUNICÍPIO
(ha)
 Ponta Grossa

206.755

13.058

60,04

6,32

 Castro

253.150

6.826

31,39

2,70

 Carambeí

64.968

1.865

8,57

2,87



 USO DO SOLO
ÁREA (ha)
%
 Campos naturais

5.937,5

27,3

 Florestas

11.831,4

54,4

 Água

108,7

0,5

 Outros Usos (*)

3.871,4

17,8

 ÁREA TOTAL

21.749,0

100,0

(*) Agricultura, pecuária e reflorestamento
RESERVA BIOLÓGICA DAS ARAUCÁRIAS

Maior área remanescente de floresta com araucárias com potencial de conservação na Floresta com Araucária no Paraná. Abriga espécies ameaçadas de extinção e sítios arqueológicos. No interior da área estão importantes mananciais, além de significativas áreas de várzea, campos úmidos e florestas de galeria.

Os sítios arqueológicos existentes na área têm grande importância para pesquisas e estudos.

Apresenta grande possibilidade de conexão com unidades de conservação já existentes, como a Floresta Nacional de Irati.


DISTRIBUIÇÃO DA RESERVA BIOLÓGICA DAS ARAUCÁRIAS

 MUNICÍPIO
ÁREA DO MUNICÍPIO
(ha)
ÁREA NA UC
(ha)
% NA UC
% NO MUNICÍPIO
(ha)
 Imbituva

75.653

5.590

34,7

7,4

 Ipiranga

92.709

1.234

7,7

1,3

 Teixeira Soares

90.279

9.254

57,5

10,2



USO DO SOLO NA RESERVA BIOLÓGICA DAS ARAUCÁRIAS

 USO DO SOLO
ÁREA (ha)
%
 Florestas

11.045,7

68,7

 Várzeas

2.025,8

12,6

 Outros Usos (*)

3.006,5

18,7

 ÁREA TOTAL

16.0780

100,0


RESERVA BIOLÓGICA DAS PEROBAS

Área de contato entre a Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Ombrófila Mista, com predominância de peroba, espécie ameaçada de extinção. Por se tratar de um fragmento isolado, é o único refúgio de fauna da região, com grande diversidade de espécies. Está localizado na bacia do rio Ivaí, extremamente degradada, em solo frágil e vulnerável.

DISTRIBUIÇÃO DA RESERVA BIOLÓGICA DAS PEROBAS

 MUNICÍPIO
ÁREA DO MUNICÍPIO
(ha)
ÁREA NA UC
(ha)
% NA UC
% NO MUNICÍPIO
(ha)
 Tuneiras do Oeste

69.887

8.455

51,47

12,11

 Cianorte

81.167

2.545

15,41

3,12



USO DO SOLO NA RESERVA BIOLÓGICA DAS ARAUCÁRIAS

 USO DO SOLO
ÁREA (ha)
%
 Florestas

9.152

83,2

 Outros Usos

1.848

16,8

 ÁREA TOTAL

11.000

100,0


REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DO RIO TIBAGI

Essa unidade terá papel fundamental na conexão entre as novas unidades (Reserva Biológica de Imbituva e Parque Nacional dos Campos Gerais) e outras já existentes (Parque Estadual de Vila Velha e APA da Escarpa Devoniana).

Ambiente singular formado pelos últimos remanescentes de várzea em bom estado de conservação, sob intensa pressão de uso. Trata-se de ambiente frágil, com formações lacustres, incluindo meandros abandonados, que abrigam espécies endêmicas e ameaçadas como o lobo-guará e o macuquinho da várzea. Também protegerá importantes formadores do rio Tibagi.

DISTRIBUIÇÃO DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DO RIO TIBAGI

 MUNICÍPIO
ÁREA DO MUNICÍPIO
(ha)
ÁREA NA UC
(ha)
% NA UC
% NO MUNICÍPIO
(ha)
 Imbituva

75.653

795

2,5

1,0

 Ipiranga

92.709

2.974

9,4

3,2

 Teixeira Soares

90.279

10.023

31,6

11,1

 Palmeira

145.726

4.209

13,5

2,9

 Ponta Grossa

206.755

13.614

42,9

6,6



 USO DO SOLO
ÁREA (ha)
%
 Florestas

6.719,97

21,2

 Campos

4.691,31

14,8

 Várzeas e Água

12.996,18

41,0

 Outros Usos

7.290,54

23,0

 ÁREA TOTAL

31.689,0

100,0


REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DOS CAMPOS DE PALMAS

Com 16.445 ha, abriga uma área de nidificação do papagaio-do-peito-roxo, espécie ameaçada de extinção, em remanescentes de campos naturais em bom estado de conservação.

Abriga as nascentes do rio Chopim, de grande importância regional. A beleza da paisagem natural se mistura a edificações antigas que guardam a memória do início da ocupação da região.

DISTRIBUIÇÃO DO REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE DOS CAMPOS DE PALMAS

 MUNICÍPIO
ÁREA DO MUNICÍPIO
(ha)
ÁREA NA UC
(ha)
% NA UC
% NO MUNICÍPIO
(ha)
 Palmas

156.736

14.928

90,78

9,52

 General Carneiro

107.025

1.516

9,22

1,42