FOM Palmas - Foto: Alexandre Lorenzetto

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PROTEÇÃO JÁ!

Para tentar reverter a situação crítica da Floresta com Araucárias é preciso criar áreas protegidas. O Ministério do Meio Ambiente deu início ao processo de criação de unidades de conservação (UC) na área de ocorrência da Floresta com Araucária nos Estados do Paraná e Santa Catarina. A criação dessas UCs é de fundamental importância para impedir a extinção de um dos ecossistemas mais antigos da Terra. Em 2003, foi constituída uma força-tarefa sob coordenação do MMA e do IBAMA, formada por instituições públicas de pesquisa e por representantes da sociedade civil, com especialistas de formação multidisciplinar, para estudar as áreas remanescentes da Floresta com Araucárias. Os trabalhos da Força-Tarefa foram desenvolvidos a partir de novembro de 2003, encerrando-se em março de 2005. Participaram 40 técnicos de 16 instituições, que percorreram mais de 41.000 quilômetros nos Estados do Paraná e Santa Catarina, em quatro etapas de campo, além de dois vôos.

Para os levantamentos de campo foram utilizados mapas e imagens de satélite recentes e de alta resolução e equipamentos de técnicas de geoprocessamento. Cada área remanescente foi avaliada a partir dos princípios da biologia da conservação, levando em conta a análise de fauna e flora, a ecologia da paisagem e a variabilidade genética das araucárias. Além disso, foram considerados aspectos geomorfológicos e hidrográficos, socioeconômicos, políticos e fundiários.

As Unidades de Conservação propostas foram definidas a partir de levantamentos realizados pela Força-Tarefa das Araucárias e abrangem ambientes característicos desse ecossistema, assim distribuídos no Paraná:

  • Parque Nacional Campos Gerais, com 22.400 ha, com formações de campos e florestas, nos municípios de Ponta Grossa, Castro e Carambeí;
  • Reserva Biológica das Araucárias, com 16.400 ha de Floresta Ombrófila Mista, nos municípios de Imbituva, Teixeira Soares e Ipiranga;
  • Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi, com 31.698 ha, nos municípios de Imbituva. Teixeira Soares, Ipiranga, Ponta Grossa e Palmeira, fazendo a conexão entre as duas UCs anteriores;
  • Reserva Biológica das Perobas, com 10.800 ha, em Tuneiras do Oeste, protege remanescentes de outra formação florestal (Estacional Semidecidual);
  • Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas, no município do mesmo nome, com 16.445 ha.
Em Santa Catarina estão propostas três Unidades de Conservação:

  • Estação Ecológica da Mata Preta, em Abelardo Luz, com fragmentos importantes de floresta, com aproximadamente 9.000 ha;
  • Parque Nacional das Araucárias, protegendo o maior e melhor remanescente dessa floresta, com cerca de 16.000 ha, em Ponte Serrada e Passos Maia;
  • Área de Proteção Ambiental das Araucárias, na mesma região, com aproximadamente 425 mil ha.