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IV CBUC >> APRESENTAÇÃO
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Ao se falar de conservação da natureza, vem imediatamente à mente da grande maioria das pessoas a diversidade e a pujança dos ambientes naturais do Brasil, através de imagens de grandes florestas e imensas riquezas naturais, modeladas no inconsciente, que não passaram pelo filtro da realidade.
O pequeno número de pessoas que consegue fazer essa filtragem enxerga a rápida e crescente destruição dos ambientes naturais e sua apropriação para os fins mais diversos. O que estas pessoas vêem é que esse Brasil de natureza "infinita" não existe mais, e é urgente salvar o que ainda nos resta, para que haja uma história a ser vivida e contada.
E a história que gostaríamos de contar é uma história de proteção da natureza e do comprometimento da sociedade civil, de governos e empresas para que a vida no planeta seja perpetuada. Uma história que possa começar a ser contada agora, e que continue.
Acreditamos que a melhor estratégia para que isso aconteça é a preservação das áreas naturais - as unidades de conservação - que abrigam um patrimônio ainda intocado. Entretanto, os desafio dos profissionais que atuam em unidades de conservação têm sido ampliados, e muitas questões continuam a expandir esses desafios: como continuar, mais eficiente e assertivamente a lutar pela criação e implementação das unidades de conservação? Como diminuir as dificuldades, conter as ameaças e multiplicar os sucessos?
O IV Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação foi idealizado como um fórum para possibilitar a troca de experiências, viabilizar a aproximação de pessoas com um interesse comum, servir de inspiração e motivação para o cotidiano tão desafiador de quem trabalha à frente destas áreas, e também para contribuir para um futuro mais promissor para as unidades de conservação brasileiras.
A programação do IV Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação foi criteriosamente planejada para abordar uma visão evolutiva das unidades de conservação. Partindo dos princípios filosóficos, técnicos e éticos que levaram à criação das primeiras unidades e as relações históricas de ocupação de espaços naturais, passa pela importância da visão sistêmica de unidades de conservação, discute ferramentas econômicas voltadas à conservação e aborda ameaças recentes, como o constante e crescente perigo da contaminação biológica e o aquecimento global. Por fim, apresenta as perspectivas futuras frente ao cenário atual e as principais tendências mundiais sobre o assunto.
Com isso, temos certeza de que o evento será, como os que o antecederam, um importante palco de discussões sobre os mais avançados estudos sobre políticas, planejamento e manejo de unidades de conservação.
Realização:
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